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"A reprodu��o do conte�do deste blog � liberada, desde que a fonte seja citada e que o material n�o seja usado para fins comerciais."

22/03/2004 17:47

EGOÍSTA, EU????


Dar um tempo para o blog me fez bem. Não fiquei desconectada, mas confesso que é realmente estranho entrar na internet e não olhar meu blog. Já estou indo para o segundo aniversário da página e nunca fiquei tanto tempo assim sem postar tendo uma boa conexão ao meu alcance.
Fez bem estar longe.

Hoje acordei com belíssimos textos na minha cabeça. Se estão aqui ainda? Provavelmente não. Partiram com meu sono, hoje, 7h30. Quando isso acontece, me vejo num cartoon e nele, meu cérebro tem um teclado. Digita rapidamente, na medida em que as idéias vão aparecendo. Será que a ACME não tem nada parecido lá?

******
O festival de gente chata no blog me irritou consideravelmente. Críticas sobre o meu estilo de vida, a maneira como escrevo, as minhas opiniões sobre filmes e tudo mais. Até sugestões sobre a mudança de nome para o blog eu recebi. E todos estes palpites foram importantes para os pensamentos que precisei ter nos últimos dias.

A minha vida não é surpreendente como alguns insistem em dizer. Não escrevo no blog pq “acho a minha vida tãããão legal que outras pessoas merecem saber”. Na verdade, acho ela bem “sem gracinha”, água e sal, como dizemos aqui no Paraná.

Eu sou uma garota absolutamente normal. Faço faculdade, saio à noite, danço, uso a internet, vejo filmes, leio livros, converso com colegas e amigos, dou risada, fico brava, tenho uma família (que não é nada normal, mas todos são maravilhosos), vivo a vida. Enfim, normal. Passo despercebida quase sempre.

Mas eu fiquei pensando numa coisinha: como a gente gosta de se intrometer na vida dos outros! Meu Deus do Céu!
A quantidade de gente que vem aqui pra falar “vc é isso ou aquilo/ devia fazer assim ou assado” é impressionante! Sabe aquele ditado que diz “vc senta no seu rabo pra ficar reparando no rabo dos outros”? Mais ou menos assim.

Quer dar palpites na minha vida?
Paga a minha conta do Visa. Vence todo dia 17.
Paga minha faculdade. Vence todo dia 01.
Paga o meu cinema/comida/saídas à noite/depilação.

Eu não ligo se alguém quer dar um pitaco no que eu faço ou deixo de fazer. Mas se estiver mesmo afim, paga as minhas contas.

Quando eu falei pro lindinho e folgado do meu irmão sobre o que estava me enchendo o saco no blog, ele fez uma comparação que me deixou lisonjeada (embora eu logo percebi que era só um exemplo, nada mais... hehehehheheheh): “E o Diogo Mainardi não é recorde de cartas na Veja?”. Pois é. O Polzonoff também.
No fundo, todos tem um Ciro Jorge * pra agüentar. É claro que no meu caso, tenho uns 5 e uma Eduarda (que ainda tem fé no jornalismo!), mas tudo bem.

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Fim de semana cinematográfico.
Estes dias eu percebi que todo fim-de-semana eu vejo filmes. Se não é em casa, é no cinema. Isso tem sido algo bem legal, pra falar a verdade. Meu irmão ainda tem paciência de ir até a Delta buscar os seus indie movies e eu assisto. (geralmente são ótimos)

Sábado fui ver “Paixão de Cristo” e domingo “Invasões Bárbaras”. O primeiro é aquele blockbuster do Mel Gibson. Fui ver porque sei que nunca alugaria isso em casa, pra assistir com o resto da família. E meu pai, depois de mais ou menos 15 anos, iria ao cinema (o último filme que ele viu na telona foi algum dos Os Trapalhões).
Violência desnecessária, algumas passagens fora do que está na bíblia (ele, o Sr Gibson enfatizou que “foi fiel às escrituras”. Qualquer pessoa que já leu sobre a paixão de Cristo sabe que não foi daquela maneira que os soldados chegaram até Jesus no Monte Sinai, no lance do “beijo de Judas”. E outra coisa “nada a vê” foi as cenas da “infância/adolescência” de Jesus. Só na bíblia do Mel Gibson tem aquilo).
Um filme para arrebatar pessoas à sala de cinema. Hoje, na aula de inglês, fiquei sabendo que um pastor em Belo Horizonte morreu vendo o filme. Provavelmente de emoção. Bateu as botas entre as duas filhas. Muito pesado isso, não? (soube porque a escola é cristã e uma senhora que está na minha sala tem uma filha – casada com um pastor - em BH)

Já o segundo filme é surpreendente. Lindo, emocionante, profundo. Conta a história de um professor universitário à beira da morte. O relacionamento com o seu filho não é nada agradável e durante o período da doença, descobrem o amor um pelo outro. Seus amigos passam os “últimos dias” ao seu lado, lembrando as suas crenças, bagunças e amores. O filme é um resgate de valores já esquecidos pela sociedade. Simplicidade, amor, família, amigos verdadeiros. Coisas raras ultimamente.


Coisas que só a tecnologia nos proporciona. Todos estão vendo no laptop um e-mail da sua filha, Sylvaine, que mora na Austrália


Imagem foda. Quem tem problemas com seu pai vai entender melhor a beleza da cena

Vi o filme com o Grota e comentamos da semelhança com “O Filho da Noiva”. Ele citou outros filmes que eu ainda não vi e escreveu algumas coisas no blog. Dá uma olhada. Ah! Pra quem não acompanha o Oscar, este filme ganhou de Melhor Filme Estrangeiro (é canadense) e em Cannes, recebeu os prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Atriz (Marie-Josée Croze – a viciada em heroína)

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O meu medo de ir é infinitamente maior do que o de ficar.
As vezes, sinto que devia partir pra novos desafios, coisas que realmente me dêem tesão de fazer. Mas ainda me prendo pelo medo.
Lembro das inúmeras coisas que deixei de fazer por causa dele.
Hoje, sinto que ele é proporcional ao desafio.

Ordenar os pensamentos, tentar aquietar o máximo possível e deixar algumas coisas acontecerem, simplesmente.
Não adianta botar o carro na frente dos bois, já dizia a minha avó.
enviada por Deni






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