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09/04/2004 19:01
As vezes o que a gente precisa é só descansar. Ou encontrar amigos, se sentir bonita, sair um pouco do seu normal, dançar até as pernas não agüentarem, dar risada, ficar brava, tudo em 5 dias, tudo em Curitiba, tudo semana passada.
Depois que voltei de lá, apesar da enorme alegria, uma tristeza se alojou em algum lugar em mim. Logo em mim, que detesto melancolia! Que merda!
É triste e foda vc constatar que, as pessoas que vc mais ama e quer bem não moram na mesma cidade que você. (sim, eu amo e quero bem à minha família. Mas agora estou falando dos meus amigos, somente)
Tento ordenar os meus pensamentos ao máximo, fazendo planos e mais planos, arquitetando uma forma de ficar bem comigo mesma numa situação como essas. Mas é mais difícil que eu imaginava.
Mas eu fiquei pensando: será que seríamos assim, todas amigas, caso morássemos na mesma cidade?
Provavelmente não.
Tenho pensado seriamente que, o que conserva muitas amizades é a distância. Muitas, eu disse, não todas. As vezes o que a gente precisa é de quilômetros para que as nossas diferenças não entrem em choque diário/semanal.
Aconteceu isso comigo, logo que resolvemos mudar para Londrina. Tínhamos uma família de amigos aqui e eu trocava cartas com a menina, a Nayara. Cheguei até a me hospedar em sua casa durante alguns dias pra fazer vestibular (em jan 2000). Já morando na cidade, nos encontramos raras vezes. Ela gostava de ir em boates, coisa que eu detestava. Não tínhamos os mesmos gostos, costumes, objetivos. Naturalmente, nos distanciamos. E é isso que provavelmente aconteceria caso eu fosse morar em Curitiba.
Sou uma das únicas meninas que mantém contato com quase todas as outras da época do colégio. A Marina só fala com a Claudia e com a Flávia, a Bela com a Arfelli e com a Paula, a Carla com o Lúcio e assim vai. Morando na mesma cidade, eu iria sair muito menos com cada uma, por inúmeras razões: gostos, compromissos, papos, afinidades. No final das contas, eu trocaria seis por meia dúzia. Mas pelo menos moraria sozinha. Hehhehhe
É difícil dizer que se sente sozinha numa cidade de 500 mil habitantes, pessoas sempre sorridentes, alegre e afim de conversar com vc. E é por isso que eu achei fascinante Encontros e Desencontros. Estar sozinha mesmo quando se está rodeada de pessoas. Estranho.
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Os planos não param, mas eu preciso ordena-los de forma a colocar cada um deles em prática. Eu precisava de mais tempo, como sempre. Não consigo pensar numa matéria pra escrever em 25 linhas pra Neusinha, na decoração do escritório, nas novas estratégias de trabalho, nas contas a pagar e receber, nos telefones e entregas, na minha família, nos meus amigos, nos livros que eu não li e que me cobram diariamente, nos textos da Adriana que preciso ler para a prova de terça, estas coisas, tudo de uma vez.
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Estou tão preguiçosa, que nem as poucas fotos que tirei de Curitiba eu descarreguei da máquina ainda. Hoje fiquei dando uma lida no manual e vi que preciso de um em português. Muitos termos técnicos e eu ainda sou um bebê na língua do tio Sam.
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Passar 11 dias com o pé imunizado, sem poder trabalhar.
Te invejo, Fábio.
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Eu gosto tanto do blog da Eliane que tem 2 links na minha lista do lado. Hehehehehe
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Estou quase cedendo a pressão do Blig Turbo. Ai, gente, precisamos fazer alguma coisa. Encher este blig de e-mails, sei lá, alguma coisa. Pagar pra usar o provedor é uma porcaria, mas às vezes acho que não tem outra escolha.
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Poucas coisas me fazem tão feliz quanto uma tarde de sono/ficar na cama. Ouvindo Weezer, pensando em seqüestros, lendo Rubem Alves (ah, me faz bem. Gosto deste cara.), tentando pensar no que escrever aqui. Ééééé, feriadinho estratégico, este, não?
E olha lá: estarei sozinha sábado e domingo em casa. Não vou fazer festa. Não vou trazer ninguém aqui. Não vou encher a cara. Nada das coisas óbvias.
É que eu ando tão cheia de coisas atrasadas que vou ficar pianinho, vendo a 4ª temporada de Sex And The City, trabalhando no projeto da revista de aviação e lendo meus textos da faculdade.
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Ver os meus irmãos crescendo não é uma coisa fácil. Não pelo Rick e pela Tami, mas pelo Lucas e Guilherme. Não sinto aquela coisa estou ficando velha, mas sim, de saber que daqui a um tempo, tudo vai ser diferente. Já é.
O Lucas já está tão chato quanto um adolescente. O Gui tem o perfil dos garotos-estranhos que-eu-sempre-gosto e tal, mas que me metem medo. (é, tipo você)
Gêmeos que não tem nada a ver um com o outro. Lindos, meus irmão, crescendo, num ritmo muito louco.
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QSL boa, a de ontem. Uma das melhores coisas da quinta feira é conversar com o Aurélio.
Outra coisa boa é rever a Janaína, CinthiaHelena, Paulo, Lucio Flávio e todo aquele povo de sempre, da QSL. Até o Cavazotti apareceu.
Daqui a pouco, Páscoa das Nações na Nova Aliança. Vamos lá, que eu gosto é de desafios. heheheheheehheeh
enviada por Deni
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